quinta-feira, 1 de março de 2012

Ai de mim, ai do amor

Ai de mim que passo a noite em claro pensando em possibilidades irreais,
Vendo uma situação que não posso controlar,
A mercê dos caprichos do destino,
Torcendo por uma resolução que não posso dar.
Sim, eu li muitas coisas,
Mais uma vez pude ver as palavras duramente escritas,
Senti a vontade contida em cada linha escrita,
De afastar-se, de ir para longe de mim, de retirar-se.
Atitudes de esconder-se, de não ser transparente,
Privação de participação, barreiras claramente existentes.
Pedidos quase suplicados de esquecimento,
Intensão de tudo apagar, deixar se perder com o passar do tempo.
E eu, vivendo como um palhaço de um circo sem futuro,
Com as ultimas esperanças combalidas,
Assisto enrijecido tais declamações intencionais,
Para que de vez saia de sua vida, te deixe em paz.
E como golpe de misericórdia, ao raiar do dia mais coisas são tolhidas,
Tiradas de onde posso, mesmo fugazmente, toca-las.
Mostrando que é essa a real vontade,
De que em paz, definitivamente, eu tenho que deixa-la.



Alexandre Alves

*Ao copiar mantenha a autoria*




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