segunda-feira, 31 de outubro de 2011 0 comentários

Suas idéias


Digam-me qual o valor de suas idéias, 
Ou se agora, de pronto, por quanto às venderiam?
E se vocês, colocando-as a venda, e se eu fosse comprá-las, onde as encontrariam?


Digam-me se elas encantam plateias,
Ou se se perdem em obscuras galerias?
E se eu quisesse agora ouvi-las, onde eu as contemplaria?


Diga-me se mereço escutá-las,
Ou se o silêncio me pertenceria?
E se eu quisesse agora as ter, passível de tal dignidade eu seria?


Digam-me se, merecendo escutá-las, elas me construiriam,
Ou se ao ouvi-las, os seus pesos a mim, esmagariam?
E se eu, mesmo duvidoso, optasse por não ouvi-las, vocês deixariam?

Digam-me...
Digam-me...
Digam-me...



Alexandre Alves





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domingo, 30 de outubro de 2011 0 comentários

Mudanças



Toda mudança tem seu preço,
Aumenta, diminui, muda o apreço.
Toda mudança tem sua hora,
Seja no crepúsculo ou na aurora.

Mudar é caminhar,
Mudar é se estimar,
Mudar é se arriscar,
Mudar é ato de se amar.

Mude para que suas horas se equalizem,
Mude para que seus dias se renovem,
Mude para que seus meses se acrescentem,
Mude para que seus anos se rejubilem.



Alexandre Alves





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sábado, 29 de outubro de 2011 0 comentários

Nuvens no céu

Hoje as coisas mudaram...
Abri a janela e pude, depois de muito tempo, ver o céu azul, 
Salpicado de nuvens algodoadas, se fazendo presentes.
Compreendi que as coisas são assim,
Como as nuvens soltas no céu,
Que em cada momento estão de uma forma,
Ao sabor da brisa, a qual também, depois de muito tempo, pude sentir.

E será assim então, como as nuvens no céu azul,
Levadas pela brisa, que será minha vida,
Sem freio, sem esteio, que continuara sendo a passagem dos dias leves,
Como a brisa. 


Hoje virei uma nuvem no céu...






Alexandre Alves





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sexta-feira, 28 de outubro de 2011 0 comentários

Atemporal

Sento no meu palanque de verdades escrachadas.
Daqui assisto com olhos lúgubres a passagem de um trem interminável,
O qual chamamos, carinhosamente, de tempo.

As vezes ele é doce, as vezes amargo por demais,
As vezes complacente, as vezes empático,
Mas nunca patranheiro.



E daqui, sentado no meu palanque de verdades escrachadas.
Assisto resoluto toda vastidão do seu existir,
Até quando ele me consumir em sua mais perfeita arte.



Alexandre Alves





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Projeto-365

Olá amigos e amigas, sejam bem vindos ao Projeto-365. 


Dizem que o mundo sem poesia é um mundo que não vale a pena ser vivido, segundo os amigos do "O Teatro Mágico" a poesia tem que prevalecer. Pensando nisso, e inspirado pelos acontecimentos de minha vida inteira, resolvi criar este cantinho ao qual chamei, carinhosamente, de Projeto-365.


A minha proposta é postar um poema diário, ao longo dos 365 dias do ano, e ao final editar um livro reunindo todos os poemas aqui postados, afinal todo homem, ao longo de sua vida, deve plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro, não é ?! Como eu já planei não uma, mas várias árvores, fiz não um filho, mas dois, agora só me restava o livro. Pensei em muitos modelos, que iam desde auto-biográfico, contos, ficção, e etc, mas resolvi que será em formato poético.


Desde já peço desculpas a todos pois não sou um poeta, não estou nem um pouco familiarizado a colocar no papel meus sentimentos, expor minhas sensações, dividir minhas impressões e momentos, mas prometo que serei fiel às minhas convicções e pensamentos, os quais dividirei com vocês ao longo destes 365 dias, a partir de hoje, 28/10/2011. Também, desde já, peço desculpas a todos por não estar familiarizado com um blog, é o meu primeiro e irei aprender a usar convivendo no dia a dia com esta linguagem.


Sejam bem vindos ao Projeto-365, esperem que gostem.
 
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