Daqui assisto com olhos lúgubres a passagem de um trem interminável,
O qual chamamos, carinhosamente, de tempo.
As vezes ele é doce, as vezes amargo por demais,
As vezes complacente, as vezes empático,
Mas nunca patranheiro.
E daqui, sentado no meu palanque de verdades escrachadas.
Assisto resoluto toda vastidão do seu existir,
Até quando ele me consumir em sua mais perfeita arte.
Alexandre Alves
*Ao copiar mantenha a autoria*


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