quarta-feira, 30 de novembro de 2011 0 comentários

Dureza oculta


Às vezes ela vem até sem querer,
Sai do peito como língua de fogo,
Espalha-se para todos os lados, 
E termina que acerta as pessoas, fazendo-as em cinzas sofrer.

Às vezes, quase sempre, ela tem endereço certo,
Muitas vezes, a maioria, ela vai no "CEP" correto,
Deixa atordoado o destinatário,
Fazendo-se grande em sua mazela, em seu desconcerto.

Mas pior mesmo é quando ela vai para um sobrescrito direto, mas oculto,
Faz a abrangência valer, é cruel em sua forma de ser,
Aplica a dureza do postado velado,
Atinge o incauto de uma maneira deveras pesado.

Pior que a dor da certeza é a dor da duvida,
Nega a paz, mesmo que seja a de passamento,
Não descansa a carola, enchendo o peito de aflição,
Fazendo ser o mais severo dos castigos, a indireta direta que afeta o coração.



Alexandre Alves

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terça-feira, 29 de novembro de 2011 0 comentários

O julgo

Por vezes estamos bem e em paz vivemos,
Por outras não tão bem, pois a luta nos convida.
Vamos à busca, de uma forma ou de outra, de a felicidade,
Mesmo que por veredas incautas sejamos impelidos à lida.


Assim vamos vivendo, hora na paz, hora nem tanto,
Vivemos às vezes embebidos de pranto.
Outras vezes seguimos gracejando,
Mas no alto de toda a nossa força, a luta nos faz perdermos o encanto.


Lutar, muitas vezes, é o que nos resta.
Mesmo que não estejamos querendo, estejamos inquietos,
Fazemos por ultima opção, com real dor na alma,
Com enorme dor e pesar em nosso coração.


Mas a pior de todas as lutas, a que realmente mais machuca,
É o famigerado embate que causa permanente ódio e rancor.
É a ferida que fica a que se faz no que mais temos de especial,
Na eterna e perpétua alma, a que chamamos humildemente de amor.


Lute, persista, insista, mas lembre-se que existem lutas que não são dignas de se travar,
Não nos constroem, 
Apenas assolam e derribam o nobre altar.
Portanto pense bem, ao escolher a luta contra o amor travar.


Sua pena pode ser pesada,
Pode ser o veredicto demasiadamente sofrido.
Então pise no freio antes que uma loucura possa haver cometido,
Para que esse nobre sentimento jamais seja ofendido.


Lembre-se que magoar ao amor é magoar a si mesmo,
Melindrar o coração é fazer sofrer a você mesmo,
Ferir a quem se ama é a pior injuria e a ofensa mais inculta,
É o que pior se pode ter em uma famigerada, arrogante, triste e absurda luta.



Alexandre Alves

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 0 comentários

Em frente

Há de se ter parcimônia na vida,
Para que em momentos extremos,
De duvidas cruéis e sofridas,
Possamos ter do amor a verdadeira medida.


As distancias que percorremos nesse eterno buscar,
Devemos travessar sempre com fé,
Olhando para frente, de cabeça erguida,
A fim de que nas melhoras possamos acreditar.


Não podemos jamais desistir,
Devemos ter a confiança em dias melhores,
Temos que crer em um futuro mais tenro,
E procurar sempre nossa felicidade expandir.


Façamos então da seguinte maneira,
Miremos no alvo do positivo pensar,
Olhemos na direção da positividade do amor,
E deixemos para trás tudo que faça de nossa vida amarga e grosseira.



Alexandre Alves

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domingo, 27 de novembro de 2011 0 comentários

Ausência a quatro mãos


Sinto falta do que não tive,
Tenho vontade da carne ausente, 
Do cheiro, da pele, do que ainda não vivi,
De suas curvas, do mel de sua boca, doce a me seduzir.


Não precisaria ser sonho ou estar no paraíso,
Apenas te quero comigo, é tudo o que sempre quis, o que mais preciso.
Não há distância que separe este desejo insano que me atormenta,
E que insiste em mostrar que o amor é a fonte que me alimenta. 


Digo que te quero, espero que fique comigo,
Seja parte de minha vida, seja o que mais eu preciso.
E quando duvidar que minha alma já é sua,
Lembre-se de procurar em meus olhos, faróis de minh'alma, iluminando a vida tua.


Venha comigo, entregue-se ao sentimento,
Me dê sua mão, caminhe ao meu lado ao sabor do vento.
Só escute, meu coração é todo seu, chegue mais perto,
Divida comigo suas alegrias, suas dores, todos os seus momentos.


Pois o que sinto é só amor, seu amor!
Que sempre comigo esteve, presente, ardente.
Desde o mais remoto tempo, desde a primeira lembrança que em mim vive,
De meu desejo de acabar com essa falta do que ainda não tive.




Alexandre Alves & Fernanda Rafaelly


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sábado, 26 de novembro de 2011 0 comentários

Delirios

A ansiedade da espera se faz presente,
Em imagens lindas, indolentes.
Fagulhas de desejos em carne viva,
Fazem-me pulsar com mil vontades latentes.


Mesmo sem querer me provoca,
Sem a menor intenção me faz delirar.

Me causa arrepios,
Me faz em nuvens pisar.


Com sua pele de ébano, curtida pelo sol reluzente
Faz-me ficar em um estado deveras, deveras demente.
Tira-me a tranquilidade, fazendo-me em êxtase chegar

Sim, não nego que em seu intimo quero me fartar.


Seja minha esta noite, seja minha hoje, amanhã e para sempre,
Me de sua alma pagã como expressão do seu mais puro amor.
Me entregue seu corpo de ébano para sempre,
Para que eu nunca mais me aparte de todo este seu inebriante calor!




Alexandre Alves


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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 0 comentários

Surpreender-se

As surpresas da vida estão por ai,
Pairam no ar, sobre nossas cabeças
Flutuam nas em águas plácidas,
Correm soltas por veredas espessas.



Não nos assustemos com a força em que elas se manifestam,
Fiquemos tranquilos quanto às formas que elas nos interpelam,
Para suas belezas, humildes servos das mudanças, nos entreguemos,
De forma que não, por não se entregar a elas, nos arrependamos.


Sim, amigos de jornada, estamos às suas mercês,
De suas indulgências precisamos, pedimos, aliás, rogamos.
Para que nossas vidas sejam de coisas boas,
Sempre cheias, repletas e bem recheadas, de eternas e maravilhosas surpresas.






Alexandre Alves


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quinta-feira, 24 de novembro de 2011 0 comentários

Dualidades


Na sua vastidão indefinível estamos todos nós,
Com sentimentos confusos, difusos em sua essência.
Amor e ódio, alegria e tristeza,
Um pouco de cada em nossa existência.

Vivemos assim, ambíguos por definição,
Procurando desesperadamente, às vezes, por uma solução.
Agoniados, por vezes até em meio que em desespero,
Envoltos em uma aura de aflição.

Mas como toda ambiguidade é composta de mudança,
Esses maus sentimentos logo se vão, de nós se afastam.
As coisas boas se reaproximam e nos consolam,
Voltamos a ter felicidades e os dias mais tranquilos se mostram.

Por isso perseverar se faz necessário,
Não se permitir sermos, pelas tristezas contidas na ambiguidade, derrotados.
Encaremos a vida com fé, sempre com confiança,
Pois das tais ambiguidades as que mais nos interessam são as de grande pujança. 






Alexandre Alves


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quarta-feira, 23 de novembro de 2011 0 comentários

Certezas

Mesmo que a luz do sol se apague,
Mesmo que a lua no céu noturno não mais apareça,
Mesmo que sequem todos os oceanos,
Mesmo que caiam as mais altas montanhas,
Não se apagará, não desaparecerá, não secará e por terra não cairá o meu amor por você.


Mesmo que o som das mais belas canções se emudeça,
Mesmo que os mais belos quadros suas tintas percam,
Mesmo que todas as esculturas sejam derrubadas,
Mesmo que todas as palavras se calem,
Não emudecerá, não se perderá, não cairá e não se calará minha voz a dizer que a amo.

Mesmo que a dor seja presente,

Mesmo que os sonhos pareçam impossíveis,
Mesmo que a distancia seja dura,
Mesmo que deste mundo eu parta,
Estarei presente, farei o impossível, serei uma rocha e jamais deixarei que de mim parta o amor que tenho por você...

Eu te amo!





Alexandre Alves


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terça-feira, 22 de novembro de 2011 0 comentários

Tocar na alma


“De onde está vindo, linda e amada dama?”, pergunta o atônito cortejador.
“Venho daquele que muito lhe ama!”, respondeu de pronto à sentenciada.
“O que você me diz?”, perguntou o intrépido contemplador .
“Te digo maravilhas mil!”, respondeu ela, lépida e faceira.
“Ta, mas e o que me passas?”, insistiu sagaz, o interpelador.
“Dou-te sentimentos variados!”, replicou a interpelada à sua maneira.
“Podes me mostrar o que é o amor?”, perguntou o incauto rapaz.
“Sim, como também posso te mostrar toda a dor!”, respondeu à severa audaz.
“Mas de certo não é este teu desejo, não é?”, indagou o assustado varão.
“Meu desejo é o seu desejo!”, retrucou à linda senhora, com sabia razão.
“Então peço que me faça hoje feliz, como eu sempre quis!”, pediu o deleitado cidadão.
“Faça o seguinte, apanhe um papel e nele escreva muito, me mostre toda sua vontade”,
Responde a Música com todo o seu coração!




Alexandre Alves


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FELIZ DIA DOS MÚSICOS !!!




segunda-feira, 21 de novembro de 2011 0 comentários

Desafios

Por vezes nossos olhares ficam enevoados,
Algumas outras vezes ficam meio que cansados.
A vida é dura, por muitas vezes bate,
Mas nunca, jamais, por mais difícil que esteja,
Não podemos nos esquivar da luta, do diário combate.
Ora se a vida é dura, seja mais!
Se a vida esta te judiando, se está te maltratando,
Ai que não se pode perder a esperança, jamais.
Se correr do problema ele corre atrás de você,
Então bata de frente com ele, por mais que este conselho soe clichê.
Lute, persista, insista, persevere, porfie, desafie, afronte, enfim,
Faça o possível para tudo ser possível.
Mas se não der, aperte aquele botão lá, esse mesmo que você está pensando,
E siga sua vida, amigo dela, mas se precisar, a ela desafiando!



Alexandre Alves


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domingo, 20 de novembro de 2011 0 comentários

O senhor da razão


Muitas coisas podem ocorrer em pouco tempo,
Muito tempo pode passar sem que algo aconteça,
Temos que saber com estas efemeridades lidar,
Para que melhor possamos nossa vida levar.

Nossa alegria, nossa dor, nosso nervoso, nossa calma,
Nossa vida, corpo e alma.
Nas mãos deste senhor implacável estão,
Não podemos resistir, ir contra o senhor da razão.

Tempo que marca, tempo que acalma,
Tempo que julga, tempo que cura.
Faz de nós seus escravos e as suas vontades nos imputa,
Mas nos dá a beleza de sempre manter-nos na linda e justa luta.



Alexandre Alves


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sábado, 19 de novembro de 2011 0 comentários

Dias de luta


Como se comportar diante das adversidades da vida,
O que fazer quando as decepções estão acima da medida,
Será que podemos suportar o peso da partida,
Podemos lutar até o fim pela felicidade prometida?

Se a vida é um eterno recomeçar não podemos nos dar ao direito de alguma chance desperdiçar. Os momentos são únicos, incomparáveis,
Façamos então que nos tornemos cada um de nós, indispensáveis.

Que a busca da felicidade não se depare com obstáculos intransponíveis,
Que as lutas da vida sejam todas elas compreensíveis.

Que as idas e vindas do amor sejam menores, cada vez mais imperceptíveis
Que as decepções se afastem de nossas vidas,
Para que enfim nossos amores, em suas formas mais puras, sejam possíveis



Alexandre Alves


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sexta-feira, 18 de novembro de 2011 0 comentários

Fazer sorrir


Ela chegou sem avisar,
Toma conta de mim e rasga meu juízo,
Não parece querer tão cedo partir,
Insiste em meu corpo castigar.

Seus castigos cruéis e indómitos a minha carne dilacera,
Retira de mim, mesmo que temporariamente, a essência da vida.
Fazendo me pedir insistentemente,
Que de mim se ausente.

Não, não sei quando ela vai, mas dessa vez espero que logo,
Rogo que me deixe em melhora crescente,
Desejo que seja logo de mim apartada,
Para que minha a vida possa sorrir novamente indolente.

Vá, me deixe, parta!
Saia, ausente-se, afasta!
Vá logo, vá depressa, precipite-se!
Deixe minha carne, insuportável e maldita gripe!


Alexandre Alves


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P.S.: Ria da vida. faz parte ! Rs*...  

quinta-feira, 17 de novembro de 2011 0 comentários

Simples pedido


Às vezes o silencio me acalma,
Muitas vezes comigo conversa,
Sempre me aconselha,
Faz com que fique tranquila minha alma.

E minha alma com ele se acalenta,
Sua voz muitas vezes me encanta,
Quando muitos o acham sem sentido,
Varias vezes por ele sou provido.

Mas mesmo com sua ajuda,
Mesmo com todo seu arrimo,
Quero muito que ele se sinta convidado,
A tornar-se cada vez mais ínfimo.

Não, não quero que ele de mim se aparte,
Não pretendo deixá-lo de mim afastado,
Quero apenas que ele permita que muitas vezes o quebremos,
Com toda volúpia de amor de dois corações eternamente enamorados.




Alexandre Alves


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quarta-feira, 16 de novembro de 2011 0 comentários

A luta


Está no ar uma tênue tristeza,
Algoz da alma, que insistente busca a felicidade.
Briga, luta, peleja da felicidade contra a tristeza.

Está no ar uma árdua incógnita,
Carrasca do espírito, que teima querer da vida as venturas.
Disputa, desavença, entrevero da ventura contra a incógnita.

Está no ar uma pálida esperança,
Torturadora da tristeza, verdugo da incógnita, que teimam da vida tirar o amanhã.
Desordem, confusão, desalinho da esperança contra a tristeza e a incógnita da vida tristemente postergada...

Ele resistirá!




Alexandre Alves


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terça-feira, 15 de novembro de 2011 0 comentários

Fragmentos de amor


Parece tão simples,
Parece tão pouco,
Mas mesmo sendo tão simples e tão pouco,
É muito mais do que você pode imaginar.

São pequenos fragmentos que revelam ,
São pequenos pedaços que, pelo tempo, se espalham,
São trechos de imagens, pedaços de segredos,
Sonhos contidos em pequenos devaneios.

São pensamentos que vem e vão,
Peregrinos em sua concepção.
Eles me fazem ter desatinos,
Deixam-me em estado libertino.

Não, realmente não importa se é aqui ou ali,
Se juntos ou separados.
O que realmente importa é que este sentimento está em mim preservado.
Sim, esse sentimento real e intenso estará comigo para sempre guardado!







Alexandre Alves


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011 0 comentários

A real força


Não tenha medo de assumir a tristeza,
Pois ser sincero assim é a real beleza.
Não se sinta fraco por assumir seus fracassos,
Pois assumir as perdas é para os mais fortes, não para os fracos.

Não se sinta envergonhado por assumir que feio errou,
Mais feio é quem erra e diz que em nada falhou.
Não tenha medo de dizer que algo não entendeu,
Mais medroso é quem sabe disso, e se poderia, às suas duvidas não esclareceu.

Não sinta diminuído por assumir estar desiludido,
Menor é o desiludido que não teve coragem de ter assumido.
Por fim, não se sinta mal por assumir que de algo esta arrependido,
Pior é quem se arrependeu e não diz, cheio de rancor em seu interior embrutecido.


Alexandre Alves


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domingo, 13 de novembro de 2011 0 comentários

Indiferença


Muito precisa ser dito, mas nada quer ser ouvido.
Um grita desesperado, outro sadicamente ignora calado.
Um que a dor incisivamente se mostra presente, outro que se mostra totalmente indolente,
Varias explicações pedidas, todas com silencio respondidas.

Muito a de ser considerado, nada quer ser em consideração levado.
Quanta emoção a transbordar sendo interpretadas como um simples desentulhar,
Agonia de um lado, do outro o apático,
O medo lascivo da ausência, a ausência lasciva.

Há de se ter tranquilidade para ao amor não castigar,
Tem que se ter hombridade para ao amor não maltratar,
Precisa realmente amar para ao seu amor não ignorar,
Precisa ser humano para ao amor com indiferença não tratar.



Alexandre Alves


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sábado, 12 de novembro de 2011 0 comentários


É difícil o momento, mas necessário se faz.
Não se trata de dor, é tão maior que isso que a dor se tornou fugaz.
A verdade perturba, cansa, atordoa, leva a paz,
Esconde-a em um canto onde descobri-la não sou capaz.

Queria eu que simples fosse,
Gostar-me-ia que a solução fosse de minha posse.
Desejo que a felicidade a dor sobreposse,
Pois assim iria onde for... Ah queria eu que simples fosse!

Mas o certo é que a frente se vê apenas o precipício,
Buscado, mesmo que sem querer, com enorme sacrifício.
É óbvio que não, não queremos algo que seja fictício,
Apenas desejamos que o que seja, se é amor, que seja realmente vitalício.

Então o que fazer? O que esperar?
Acho que a resposta é a fé.
Fé na melhora, fé no fim da dor, fé que terá fim essa insegurança,
Fé para que enfim na vitória do amor depositemos toda a nossa esperança...


Fé...



Alexandre Alves


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 0 comentários

Dia triste


Sentir-se triste é normal...
Não é o que queremos, eu sei,
Mas me digam quem nunca teve um dia assim afinal?
Um dia, em meio há muitos dias, acontece.

Este dia vem nos faz sofrer, às vezes por muito tempo permanece,
Atordoa, tira o juízo,
Nos deixa realmente com semblante sofrido.
É, tem dias que são assim...

Desespero? Vontade de chorar?
O coração bate degenerado, atordoado, em um triste compasso castigado.
O sorriso, outrora tão fácil, fica pálido, atarracado.
O olhar, que com brilho se mostrava, não fica espontâneo, não fica iluminado.

Assim são os dias tristes, achegam-se e querem ser insistentes,
Então o que podemos fazer nestes dias insolentes?
É simples... Viver, aprender e lutar, para que tais dias e tristezas n
ão retirem completamente da vida as suas belezas.







Alexandre Alves


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quinta-feira, 10 de novembro de 2011 0 comentários

Poente das dores


Sol lascivo que o orvalho de uma noite profunda faz emurchecer,
Seca também minha alma, repleto de tanto sofrer.
Leva contigo as dores da vida, a tanto vivida,
Estremecida em suas bases por tão grande querer.
Quando chegares então na tarde reluzente,
Faz com que as dores de minhas desilusões atravessem contigo o poente.
E na sua derradeira mostra de soberana reinação,
Faça-as romper contigo esta linha, que separa a luz da escuridão,
Fazendo então, quem sabe, feliz sua morada, chamada de meu coração.



Alexandre Alves



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quarta-feira, 9 de novembro de 2011 0 comentários

Devaneios


Estaria eu perdido em doces e suaves devaneios,
Poderia eu estar em total demência, cegado totalmente pelos meus anseios?
E se estiver, será que quero eu acordar deste estado de contradição,
Posso eu querer me ausentar de tal bela sensação, assoladora de minha alma, cativante ao meu faminto coração?

Não, creio com toda convicção que não, não é isso que quero,
Sei que minha alma clama por seus beijos, seus toques,
Meus desejos são mais impetuosos e, sendo bem sincero,
Quanto mais vejo, quanto mais tenho, quanto mais desejo eu quero!

Sim, não posso me abster de seus caprichos,
Eu te imploro, minha doce e linda feitora, que não pare estes latentes e desejados suplícios,
Que me deixe arrasado aplicando seus incessantes, mas delirantes anseios,
E neste louco desejo, vou me perdendo para que você me ache...

Perdido em doces e suaves devaneios...




Alexandre Alves



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terça-feira, 8 de novembro de 2011 0 comentários

O ser


Sim, é disso que hoje preciso,
Estar parado sem nada fazer,
Ficar quieto, respirar.
Não quero, ao menos hoje, fazer coisas que me façam pensar.

Não estou triste, não se trata disso, apenas não estou eu.
Estou em uma tranquilidade que assusta,
Que me faz ver o mundo com certa resignação.
Então, pelo menos hoje, não quero pensar em coisas que me coloquem pressão.

Estado de letargia, estado de alegria, estado de não estar,
É um limbo consciente, persistente, que vivo no momento.
Às vezes um respirar, às vezes um piscar, apenas isso,
E por hoje, pelo menos hoje, quero estar meio que omisso.

Não penso mal, não penso apenas...
Hoje não estou lá, não estou cá, não estou acolá,
Hoje não estou, sei lá.
Então hoje, por hoje, apenas hoje, deixe eu apenas ser, que é bem melhor do que estar.




Alexandre Alves


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011 0 comentários

Mesmo com a distância


Ainda que a distância exista o sentimento vai prevalecer,
Pode ser que estejamos afastados, mas nosso amor irá sempre permanecer.
Não te ache que por essa distancia irei de você me desprender,
Tenha a certeza que eu sempre irei amar muito, mas muito você.

Você é a causa e o efeito de tudo de bom que tem acontecido a meu respeito.
Está dentre as belezas mais puras com este seu jeito,
Não, não ache que a distância vai mudar o meu conceito,
Aprenda, logo de uma vez, que te amo e que me faz, mesmo distante, um cara mais perfeito.

Eu te amo de perto e de longe, colado ou distanciado.
Não aguento mais a saudade me fazendo um homem desesperado,
Quero sua alma, seu beijo, seu corpo, que já me deixaram deslumbrado.
Sim, vou para perto de você, determinado, 

Para ser se você quiser seu eterno namorado.



Alexandre Alves



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P.S.: Se não houver estrada, faça !!! 
domingo, 6 de novembro de 2011 0 comentários

Transformar-se


Quando não esperamos a transformação e ela acontece é algo mágico.
Mágico em tamanho, mágico em proporção, mágico em qualquer comparação,
Nos faz viajar, nos faz alegrar, nos faz delirar e em êxtase entrar,
Mostra a beleza, mostra a força de um sentimento com muita clareza.

Que a transformação boa que aconteça nunca desapareça,
Que a transformação nunca se desfaça, e traga com ela a total reconciliação,
Que a transformação de todo sentimento mágico envolvido não seja jamais esquecido,
Que a transformação seja sempre motivo de alegria eterna para nosso coração.





Alexandre Alves


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sábado, 5 de novembro de 2011 0 comentários

Sentimento


O que fazer com esta vontade que não sai do coração?
Como agir quando o que sentimos não mais nos permite controlar nossa direção?
Como lidar com essa força que nos arrebata e prende nossa atenção?
Quando entender que não da para lutar contra tal sedução?
Até quando dará para aguentar a distancia da separação?
Até que horas aguento resistir a toda essa tentação?
Será que você já não pode me ajudar encontrar a solução?
Por que eu te amo, e no fundo o que eu mais quero é entrar de cabeça na nossa relação!



Alexandre Alves





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sexta-feira, 4 de novembro de 2011 0 comentários

A casa



De repente ela apareceu, esta lá esquecida no seu canto, agonizante.
Pintura cinza, desgastada pelo tempo que consome seus dias suplicantes.
Pode-se ver, sob a poeira que a assola, sua beleza teimosamente incessante,
E a escadaria descascada, tábuas soltas que ao pisar rangem dissonantes.

A varanda suja, com aspecto bucólico, afrontada pelo vento.
Caída de suas bordas a janela, esperando o golpe de misericórdia do tempo.
A porta, em movimento de vai e vem sob o sabor da brisa, emite um ranger sonolento,
Adentrando se vê o vazio que ficou, toda imponência cravada pelo silencio.

Mas ela resiste, inflexível sobre suas bases sólidas, apenas aguardando a sua reconstrução.
Há esperança em dias melhores, onde a alegria voltará a enfeitar seu largo salão,
Existe ainda a resiliência na espera da única pessoa que pode melhorar a sua situação,
Ainda persiste a esperança que sua única e eterna dona acabe com essa desesperação.

Sim amada dona, ainda persevera, por parte de sua casa, o desejo de sua renovação.



Alexandre Alves





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quinta-feira, 3 de novembro de 2011 0 comentários

Só as belezas


Não me desfiram rudezas se da vida só quero franquezas,
Não me rotulem de impertinente se da vida só quero o efervescente,
Não me tratem com estranhezas se da vida só quero as delicadezas,
Não me atribuam maledicências se da vida só quero benevolências.

Não me desconsolem se da vida não quero o que me desole,
Não me imputem ser arrogante se da vida não quero o desplante,
Não me clamem prepotente se da vida não quero o incoerente,
Não me chamem de egoísta se da vida só quero o que me consista.


Não me digam tristezas se da vida só quero as belezas!



Alexandre Alves





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quarta-feira, 2 de novembro de 2011 0 comentários

Cai a chuva

Chove no dia de meus pensamentos,
Chuva que chega forte, que vem sem avisar, que cai com sofrimento.
Chuva que agride, que assola, marca os sentimentos,
Chuva forte, destruidora, que faz jazer a minha pessoa.

Às vezes sinto que a chuva vai permanecer,
Às vezes acho que essa chuva irá passar,
Às vezes acho ela, como que se por vontade própria, não irá cessar,
Às vezes acho que irá me fazer parar.

A chuva no dia de meus pensamentos me faz penar,
Essa chuva ingrata que parece não irá passar.
Chuva que me destrói, chuva que me corrói,
Será que a chuva no dia dos meus pensamentos irá minha alma lavar?



Alexandre Alves





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terça-feira, 1 de novembro de 2011 1 comentários

Sinto sua falta



Sinto sua falta sempre.
Quando esta ausente e até mesmo quando esta presente,
Quando não posso e até mesmo quando posso te ver,
Quando sai e quando chega,
Quando se atrasa e até mesmo quando cedo comigo se aconchega,
Quando não posso te tocar e quando te toco sem te economizar,
Quando te acordo e quando te coloco pra deitar.


Sinto sua falta sempre.
Com dor e alegria aparentes,
Com incredulidade e fé presentes,
Com guerra e paz insistentes,
Com agitação e calma abstinentes,
Com ódio e amor latentes,
Com repúdio e desejo ardentes.



Alexandre Alves





*Ao copiar mantenha a autoria*


 
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