sábado, 7 de janeiro de 2012

A medida da paciência

Tenho comigo o pensar da medida do tempo,
Vejo as coisas de forma meio complacente, meio condescendente,
Também tenho comigo o querer da continuidade,
A vontade de manter as coisas com certa perenidade.


Agora não me culpem se, por ventura, de mim ela se apartar,
Não quero, e não vou jamais isso buscar.
Mas se tem uma coisa que é inerente ao ser humano,
É o não sustentar, por muito tempo, os seus imputados desenganos.


Sim, ela é uma ordinária que, com o tempo, se consome,
Faz-nos mais vis, nos torna menos humano.
Às vezes é responsável pelos mais tristes atos,
Pelas mais lamentáveis ações, pelos mais tristes fatos.


Então, pelo bem geral, não tente contra tal sentimento,
Não provoque a sua reação.
Não aja de maneira a fazer para ela maledicência,
Evite ao máximo, e o quanto puder, fazer desafios à paciência.






Alexandre Alves

*Ao copiar mantenha a autoria*


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