sábado, 30 de junho de 2012

A barreira

Olhou à frente e o frio tomou conta de sua espinhaFitou com os olhos o tranco futuroPensou na dureza que viria
A vida sofrida por trás do muro

Lembrou de sua velha
Ao pé da cama a lamentar
Em desespero chorou por dentro
Tarde demais, agora é só lamento

Mesmo sabendo do perigo
Como pássaro vai rumo ao alçapão
Sabe o que irá vim, e mesmo assim
Voa em rumo direto para a futura prisão

O dilema aflige sua mente
A tristeza o deixa demente
Pensamentos aflitos rondam sua cabeça
Suas pernas somem instantaneamente

O frio na barriga aumenta a cada metro vencido
A respiração ofegante é incontrolável
O suor escorre na face trêmula
O medo vai se tornando inominável

Chega a hora da barreira...

Seus pensamentos voam em direção ao passado
Rua de terra, cheiro de mato
Rápidas rodas de ferro
Peladas curtidas sem nenhum embaraço

De repente, a ordem vem
Saia e encare seu futuro
Venha ter uma conversa com seu destino
A vida sofrida por trás do muro

A ilusão acabou...
A ilusão acabou...



Alexandre Alves
*Ao copiar mantenha a autoria*




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