Pueril visual em vermelhidão,
Castigada pela falta de sequer uma gota,
Rachada, desolada, a exemplo do sertão.
Sobre ela caminha a desolada senhora,
Já ressentida de sua força de outrora,
Olhando triste para o tremulo horizonte,
Relembrando a beleza deste lugar em um passado distante.
Cambaleando ela insiste, persiste,
Roga a Deus para que força tenha,
Luta, anda com toda garra que ainda lhe resta,
Resiste bravamente, à espera de melhora ausente.
Ela sabe que a terra é boa, fértil,
Sabe que apenas necessita do carinho da chuva, que aduba,
Para que tal desolação volte a ser esplendor,
E a terra dê muitos frutos, aos quais chamamos de amor.
Alexandre Alves
*Ao copiar mantenha a autoria*
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| Ela está morrendo... |


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