Me deixa então ver qual é a beleza.
Não vou mesmo assustar, então que rudeza,
Vamos, vejamos, façamos a dureza.
Procuremos então a mais pura forma de ser,
E que seja diferente de estar.
Olhemos as coisas como são,
E não como vemos em nossa menção.
O que vamos nós encontrar?
Não sei bem ao certo, mas que seja felicidade, quiçá.
Mas se porventura não for tal resultado,
Que a dor seja o menor possível, deixemos assim rogado.
Fiquemos então com a consciência que, as vezes, é o que é,
Não que as vezes está como está.
Porque essa é a forma de se procurar entender.
Não deixar ele simplesmente estar, que devemos fazer o amor ser.
Alexandre Alves
*Ao copiar mantenha a autoria*


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